A metodologia de trabalho do POLITO é bem similar a da ED/UEMG no que diz respeito à concepção. Os softwares são utilizados como ferramentas para viabilizar o projeto, e não como agente principal. Manter sempre o foco no projeto e não apaixonar-se em demasia pela tecnologia faz com que se mantenha a mente aberta e receptiva a mudanças. Saber trabalhar em grupo também é fundamental, um profissional qualificado é aquele que tem a capacidade de estabelecer conexões de pessoas e áreas de conhecimento diversas. Como exemplo, pode-se citar a NEURO-VR que é um trabalho recentemente desenvolvido no Centro de Pesquisa de Milão. Este sistema imersivo mostra uma das aplicações da transversalidade e transferência de know-how da área de tecnologia virtual e da psiquiatria.
Esse módulo do curso tinha como objetivo mostrar aos estudantes os instrumentos virtuais e suas aplicações no projeto de design, com especial atenção ao uso de softwares “Open Source“. Foram levantandos nomes de softwares “Open Source“ que são na verdade programas com o código de programação aberto. Isso permite uma maior mobilidade do programa e a garantia de atualizações e melhorias continuas. Geralmente, esses softwares também tem um custo mais baixo que os já consagrados. O conhecimento e uso desse tipo de software por estudantes de design é fundamental, uma vez que ele oferece grandes vantagens no que se refere a aquisição e atualização, como dito anteriormente. Para pequenas empresas e escritórios de design essa deve ser uma excelente saída, já que esses não podem arcar com custos altíssimos de alguns softwares renomeados e bastante difundidos.
Como exemplo de software livre’ professor Fabrizio Valpreda expôs em sua aula o Blender, o qual foi desenvolvido para facilitar o desenvolvimento de projetos que necessitam de modelagem 3D, além de outros recursos. Um dos pontos fortes foi a discussão de como a virtualidade está presente em nossas vidas desde as coisas mais simples. Não é preciso ir muito longe ou ser muito criativo para perceber e utilizar a virtualidade; a imaginação é a ferramenta que possibilita a todos a usufruírem. A nossa capacidade de ter diversas interpretações a respeito de um único assunto nos mostra o poder da virtualidade e a sua presença no nosso cotidiano.
Para exemplificar e demonstrar a aplicação da virtualidade no processo projetual foram feitas visitas técnicas a dois setores do grupo Fiat: ao Laboratório de Prototipagem Rápida e ao Centro de Pesquisa (CRF – Centro di Ricerche Fiat). Durante a primeira visita pode-se observar a complexidade do processo de desenvolvimento de um veículo, passando pelas etapas de prototipagem em escala até os testes com diferentes materiais, tanto para o exterior quanto para o interior do automóvel. Foram apresentadas também aos alunos as máquinas mais modernas no que diz repeito a confecção de modelos em escala, com variados processos.
A outra visita ao CRF foi direcionada para os laboratórios de experiências virtuais, apresentando os programas e equipamentos modernos para a realização de diversos testes em veículos ou seus sistemas. O interessante foi perceber a importância, principalmente da economia de tempo, com a adoção destes equipamentos, poupando a montadora de realizar tais testes com protótipos e os expor aos concorrentes.
